Apesar de ter falhado a qualificação direta para o Campeonato Africano de Basquetebol Feminino (Afrobasket) de 2025, a seleção moçambicana não ficou de fora da competição. A equipa garantiu a sua presença no torneio graças a um convite especial (wildcard) atribuído pela FIBA África, que reconheceu o peso e a tradição de Moçambique na modalidade a nível continental.
Durante a fase de apuramento, Moçambique teve uma eliminação amarga frente a Angola, perdendo pela margem mínima no resultado acumulado (109–108). A prestação competitiva, somada ao histórico da seleção nos grandes palcos africanos, foi determinante para a decisão da FIBA de incluir o país na fase final do torneio.
Segundo o presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), Paulo Mazivila, o convite da FIBA não foi uma surpresa. Em declarações recentes, Mazivila explicou que a federação moçambicana formalizou o interesse em participar no campeonato através de um dossiê de garantias, no qual foram detalhadas as condições logísticas, técnicas e financeiras da participação nacional. Este documento contou ainda com uma carta de apoio oficial do governo, reforçando o compromisso do Estado em apoiar a seleção.
“Moçambique tem tradição no basquetebol feminino e isso não passa despercebido à FIBA. O nosso pedido foi bem fundamentado e foi reconhecida a nossa capacidade de estar entre as melhores seleções africanas”, afirmou o dirigente.
O sorteio oficial do Afrobasket 2025, realizado em Abidjan, colocou Moçambique no Grupo D, onde terá como adversárias a campeã em título Nigéria e a seleção de Ruanda — dois desafios que exigem máxima preparação e ambição da equipa moçambicana.
A FMB já deu sinais de que pretende apostar forte nesta edição do torneio, preparando um grupo competitivo e experiente para honrar o nome do país. Os treinos de preparação deverão arrancar nas próximas semanas, com a convocatória oficial prevista para o início de setembro.
Com esta participação garantida, Moçambique volta a marcar presença entre a elite do basquetebol feminino africano, mantendo viva a esperança de repetir — ou até superar — as boas campanhas realizadas em edições anteriores.

