A nova edição do Afrobasket teve início esta terça-feira, 12 de agosto, em Luanda, com grande expectativa em torno do jogo inaugural entre a seleção anfitriã, Angola, e a equipa da Líbia. Apesar do simbolismo da competição, a cidade ainda mostra sinais tímidos de envolvimento com o torneio, que se estende até 24 de agosto.

Antes da entrada de Angola em campo, três partidas abriram o calendário do campeonato, incluindo os duelos Senegal–Uganda e Mali–Egito, ambos pelo Grupo D, e ainda o confronto entre Sudão do Sul e Guiné, do Grupo C. Os jogos decorrem entre Luanda e Namibe, no sul do país.

Embora o entusiasmo nas ruas da capital angolana seja moderado, há quem reconheça o crescimento do interesse pelo basquetebol. Paula Martins, entrevistada pela RFI, acredita que o aumento da cobertura mediática está a despertar a atenção da população. “Nota-se mais divulgação. Em alguns bairros fala-se bastante da seleção. Os angolanos gostam de basquete e estão à espera de grandes jogos”, comentou.

Miguel Lutonda, jovem adepto, recorda os anos dourados da seleção nos inícios dos anos 2000, quando Angola conquistou seis títulos consecutivos. Para ele, jogar em casa é um trunfo importante: “Acreditamos na nossa equipa. Mesmo que os jogos não sejam todos aqui, o apoio será total. Estamos confiantes num bom desempenho.”

Com 11 títulos no currículo, Angola é a seleção mais bem-sucedida da história da competição e espera aproveitar o fator casa para chegar ao 12º troféu continental. Vale lembrar que sempre que organizou o Afrobasket — três vezes no total — saiu campeã.

Além de Angola, outra seleção lusófona também está presente no torneio: Cabo Verde, que promete dar trabalho no seu grupo.

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